CONJUNTO RESIDENCIAL BARONESA DE ARARY
04.2026
A história do Baronesa de Arary se divide em três fases distintas:
1-
Tempos áureos, anos 60, o icônico "arranha-céu" da
avenida Paulista, habitáculo de artistas famosos, Valmor Chagas e Cacilda
Becker, Pedrinho Mattar o famoso pianista, Sérgio Cardoso, Elke
Maravilha e visitas ilustres como Jean Paul Sartre num dos saraus na
cobertura. Abrigou também, no térreo, a famosa Casa Vogue.
2-
Meados dos anos 2000.
Por
ser o prédio de moradia mais bem localizado da Avenida Paulista,
atrai gananciosos, empreendimentos, grupos hoteleiros, invejosos, maus
elementos do ramo imobiliário e administradoras de condomínio duvidosas. Diante
disto, sem que os moradores percebessem, foram infiltrados síndicos e
administradoras corruptas, comprometidos com esses grupos oportunistas,
incentivados a não recolherem impostos, não fazerem melhorias, criando dívidas
trabalhistas enormes e desviando o pouco que arrecadavam.
Obscurantismo,
corrupção, abandono, falência e, consequentemente, interdição. Um grande
passo para o desmonte do Baronesa de Arary e o surgimento de um novo
empreendimento, um Flat, com mezanino de lojas e até mesmo um restaurante na
cobertura, com elevador panorâmico na Face Peixoto Gomide, contíguo ao
"Museu Cacilda Becker", como nos foi oferecido mais de uma vez,
porém, que vendêssemos por preço de prédio falido (!).
Entretanto,
"havia pedras no caminho", um pequeno grupo de moradores destemidos,
determinados à salvar o prédio dos abutres, nem tanto por idealismo, mais
porque não havia alternativas "...ou defendemos nossa casa ou perderemos o
privilégio de morar na Avenida Paulista! Somos da Classe Operária e não querem
a gente por perto!" bradavam nos corredores enfermeiros, camelôs,
fotógrafos, artistas de rua, bancários, secretárias, artesãos, aposentados,
funcionários públicos, etc.
Nessa
fase, inúmeras tentativas de compra de unidades em massa aconteceram, um único
representante desse mercado chegou a comprar 30 unidades. Suborno,
ameaças, e oferta de privilégios foram dirigidas aos poucos que resistiam para
salvar o prédio. Resumindo, em nome da "moralidade" e melhoria do
prédio um sindico/a foi nomeado/a. De obra em obra, paulatina e infinitamente
fomos sendo extorquidos, nossas arrecadações evaporavam em meio a corrupção,
documentos duvidosos, promessas vazias, acordos esdrúxulos, assembleias
manipuladas, truculentas e criminosas em nome do "eu salvei o
prédio". Alternância de cargo entre os seus membros manteve essa
"organização administrativa" por dezoito anos. Até que...
3-
Meados de 2020.
Inicia-se
a ÉRA FOGAÇA. Entra em campo para uma batalha definitiva com
seu pelotão jurídico liderado pelo influente Marcio Rachkorsky, o digníssimo Henrique Aranha Fogaça, mais conhecido por CHEF FOGAÇA, do renomado programa MasterChef
Brasil. Proprietário, morando no edifício, tomou conhecimento do que estava
acontecendo na administração e com sua garra, perseverança,
solidariedade e humanismo, engajou na luta de décadas desse pequeno grupo e com
apoio da maioria depôs não só o síndico vigente como também todo horda de
aproveitadores.
Depois que foi deposta a gestão da "síndica18" pelo ilustre HENRIQUE FOGAÇA, o mesmo foi eleito síndico por dois mandatos consecutivos e mais dois mandatos como subsíndico, como permite nossa Convenção. Tivemos um período de quatro anos de transição de, quase paranoia, pelo medo da organização instalada na administração e seus tentáculos criminosos. Empresa de elevadores, prestadores de serviço, contratos obscuros, administradora fraudulenta, advogados dissimulados e funcionários maus intencionados, dificultaram muito a gestão do Fogaça e sua equipe, ainda assim, saímos do obscurantismo, pintamos o prédio, melhoramos as contas e os serviços prestados. Ainda longe do ideal e com o fim da "Era Fogaça", deu-se continuidade ao período histórico de moralização e organização do icônico prédio da Avenida Paulista, elegendo um síndico de confiança e conhecido pela "resistência" (lê-se; minoria que luta pela moralização e zelo da nossa casa) o professor Sr. Jadson. Com um Conselho Consultivo presente e um subsíndico, Edivaldo Faria Otoni, doutor em contabilidade, nosso cotidiano financeiro chegou as vias da perfeição. Permaneceu por um ano e nos deixou uma herança que desfrutaremos por décadas, fechou contrato para compra e troca dos nove elevadores. Tudo novo, motores, cabeamentos, dispositivos eletrônicos, etc. Sabemos que condôminos que se propõem ao cargo de síndico, nem sempre tem habilidades administrativas ao qual, mais de quinhentos apartamentos e três mil pessoas necessitam, ainda assim, tivemos uma boa gestão. Condôminos confiantes, otimistas, funcionários sorridentes, prédio limpo, organizado e "oxigenado" moralmente.
Dando continuidade às melhorias, elegemos mais um representante da "resistência" para o cargo de síndico, o Edivaldo Faria Otoni, exímio em matemática e estatísticas, bacharel em contabilidade, que na função de subsíndico da última gestão, analisou cada número, valores de entradas e saídas, contratos, prestadores de serviços, foi o responsável como subsíndico, juntamente com o síndico Professor Jadson, por resultados positivos em nossas contas, fato este, que não víamos por décadas e o que está possibilitando a troca dos elevadores praticamente sem rateios.
As
dificuldades são extremas para o síndico e difíceis para os moradores, fluxo da
obra somada ao fluxo de moradores e locações por aplicativo, causam transtornos
e muitas reclamações, porém, com elevadores novos (cabines, cabeamentos e
motores) o prédio estará de alma nova.
Três
elevadores novíssimos já estão em pleno funcionamento, da europeia TKR, as
máquinas são rápidas, silenciosas, com altura maior que as cabines anteriores,
a mobilidade de objetos transportados também terão melhora significativa,
DIA HISTÓRICO - 19 DE NOVEMBRO DE 2025
CHEGADA DOS NOVOS ELEVADORES PARA O EDIFÍCIO BARONESA DE
ARARY







